
Protocolos de dermocosméticos em dermatologia estética
Os dermocosméticos são aliados imprescindíveis na consulta de Dermatologia, sendo ferramentas essenciais para otimizar e preservar a qualidade da pele ao longo do tempo. A sua utilização adequada contribui não só para a melhoria da aparência cutânea, mas também para a manutenção das funções vitais da pele.
Através de protocolos bem estruturados, os dermocosméticos permitem prevenir e tratar os sinais de envelhecimento cutâneo, atuando sobre alterações como desidratação, perda de elasticidade, discromias, textura irregular e fragilidade da barreira cutânea. Estes cuidados são igualmente importantes na preservação da integridade da pele e da sua função de proteção.
Na prática clínica, os dermocosméticos assumem ainda um papel central como complemento dos procedimentos dermatológicos. A sua correta integração antes, durante e após tratamentos estéticos permite otimizar os resultados, prevenir complicações e reduzir o downtime, promovendo uma recuperação mais rápida e eficaz.
No contexto atual, existe uma oferta cada vez maior de dermocosméticos, muitas vezes divulgados nas redes sociais de forma indiscriminada, o que pode gerar confusão e levar ao consumo de dermocosméticos inadequados. A utilização incorreta de ativos, concentrações ou combinações de produtos pode resultar em irritação, dermatite de contacto, agravamento de acne ou rosácea, alterações da barreira cutânea, hiperpigmentação pós-inflamatória e outros efeitos adversos que comprometem a saúde da pele. Assim, num cenário de informação excessiva e muitas vezes pouco fidedigna, o médico dermatologista assume um papel fundamental e determinante na elaboração de protocolos dermocosméticos personalizados, selecionando produtos e ativos com eficácia e segurança comprovadas por dados científicos sólidos. Esta abordagem
permite evitar excessos, incompatibilidades entre produtos e expectativas irrealistas, contribuindo para manter a saúde e qualidade da pele.
Em suma, os protocolos dermocosméticos devem ser individualizados, tendo em conta, as necessidades específicas, os objetivos do doente e os procedimentos realizados. A personalização, sustentada por evidência científica robusta, é fundamental para garantir eficácia, segurança e resultados duradouros.